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Virou bagunça (Watson Macedo, 1960)

Pouco tempo depois deste filme, também os Beatles tiveram direito a filmes em que os quatro atuavam e cantavam no meio de uma história sem grande originalidade. Em Virou Bagunça é o Trio Irakitan, famoso na época, que protagoniza uma chanchada vitaminada pelo burlesco das situações, mas sem a presença dos grandes comediantes do género, à exceção da impagável Zezé Macedo, que passa o filme a assediar o bochechudo do Trio Irakitan. Pelo meio uma vedete sem talento arma o seu próprio rapto para atrair a publicidade dos media, mas o rapto vai virar mesmo realidade às mãos de perigosos bandidos. Já vi melhores chanchadas. Melun 2020: 2/5 
Virou bagunça (Watson Macedo, 1960), produzido por Watson Macedo e Oswaldo Massaini (Cinedistri), roteiro de Watson Macedo, Meira Guimarães e Ismar Porto, com o Trio Irakitan, Zezé Macedo, Nádia Maria, números musicais de Trio Irakitan, Linda Batista, Emilinha Borba, Francisco Carlos, Carlos Gonzaga, Aracy Costa, César de Alencar ("Índio qué apito")

Can-Can (Walter Lang, 1960)

Can-Can é uma comédia musical da Fox, que tem as qualidades e os defeitos das produções musicais da época, marcada pelo declínio evidente deste género. O mais notável do filme é a música de Cole Porter e a sua interpretação por Frank Sinatra, Shirley MacLaine, Maurice Chevalier e Louis Jourdan. O destaque vai obviamente para Sinatra. O filme adapta de forma livre o musical homónimo da Broadway (1953) de Abe Burrows com música e letras de Cole Porter. No filme são ainda utilizadas canções famosas de Porter de musicais anteriores (como  "Let's Do It" de 1928 ou "You Do Something to Me" de 1929). As personagens são estereotipadas e o caso mais penoso é o de Maurice Chevalier, no papel de um juiz parisiense. No centro da história temos Simone Pistache (MacLaine), proprietária de um estabelecimento parisiense onde se dança o Can Can, proibido à época em que se passa a história (1896). Ela terá de escolher entre dois pretendentes ao seu coração (Sinatra e Jourdan) e vencer a censura e as ligas de decência moral da época. Nunca encontramos neste filme a graça e a criatividade dos números musicais dos clássicos da MGM. Talvez o enérgico estilo Can-Can não permita subtilezas coreográficas, mas o trabalho de Hermes Pan (o coreógrafo de Astaire) não me pareceu muito inspirado. Claro que hoje não se fazem filmes-espetáculo como Can-Can: apesar dos defeitos, é um prazer assistir ao filme. 3,5/5