Mostrar mensagens com a etiqueta Cinema DVDteca. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cinema DVDteca. Mostrar todas as mensagens

King Creole (Michael Curtiz, 1958)

King Creole (1958) é um drama musical centrado em Elvis Presley. Ele interpreta um jovem revoltado com a humilhação que o seu pai passa no trabalho. Ele mesmo defende umas moças que são matratadas por clientes de um bar noturno onde trabalham, e onde Elvis, empregado de mesa, consegue chamar a atenção quando faz uns números de crooner. Entre a música e os problemas com os gangs criminosos com os quais acaba envolvido, o barman e crooner vai conseguir encontrar um lugar ao sol, numa trama no essencial muito negra. Vila do Conde 2,5/5

Lumières de Paris (Richard Pottier, 1938)

Quer-me parecer que antes do génio de Jacques Demy, as comédias ou dramas musicais franceses eram umas cópias deslavadas das originais americanas. Como muitas destas, Lumières de Paris (1938) tem um argumento simples, quase pateta, que tem por objetivo fazer brilhar a estrela local que justifica o filme: o cantor Tino Rossi. Quando o filme foi feito, Rossi era um cantor de variedades imensamente popular (é ele o cantor da canção mais vendida em França) e desde Marinella (1936) eram feitos filmes a pensar nele. Em Lumières de Paris, Rossi é um cantor de music-hall célebre, que resolve passar um tempo na província onde faz novos amigos e apaixona-se por uma mulher que não o reconhece como o célebre cantor que é. Ao longo do filme Rossi interpreta "Paris voici Paris!" , "Au bal de l'amour" e mesmo "Ave Maria", de Gounod (uma bela versão). Mas pouco mais há a destacar no filme. VC 2,5/5
Lumières de Paris (Richard Pottier, 1938)

Un brave garçon (Boris V. Barnet, 1943)

Um filme de guerra, pode considerar-se mesmo um filme de propaganda pois foi feito com o intuito de reforçar o moral dos soldados soviéticos que combatiam os alemães. O filme acabou por ser mostrado apenas às tropas, não tendo estreado nas salas. Renasceu nos anos 90 com uma restauração. Um acampamento de camponeses russos, que vivem perto das tropas alemãs estacionadas na região, salva um piloto francês que aterra de paraquedas sob os seus olhos. Enquanto o avião é reparado, o francês tem faz amizade com os locais e vive uma paixão com um jovem russa. O mérito (quase) todo do filme vai para Barnet, cujo génio desvia o filme dos limites dos filmes de propaganda. Barnet é um bom realizador de comédias mas ultrapassa-se nas sequências de amor entre jovens. Mas este filme também corteja o cinema musical. Um dos personagens principais é um cantor, que exprime pelo canto operático tão típico dos russos, o desespero e a esperança do seu povo. Mas o par amoroso principal também canta para exprimir o seu estado passional. O filme ainda pode hoje ser visto com prazer pelos cinéfilos. VC 2,5/5

Mr. Imperium (Don Hartman, 1951)

Um filme romântico-musical que é uma sombra dos grandes musicais da mesma MGM que o produziu. Nunca tinha ouvido falar deste filme, que foi um fracasso artístico e de bilheteira quando estreou e, pelo que li, teve uma difusão de filme de série B. Que obviamente não é, pois o tecnicolor serve para fazer brilhar as paisagens italianas (onde se passa a primeira parte do filme) assim como a deslumbrante Lana Turner, para quem o tecnicolor parece ter sido inventado. O que falha então? Talvez o batido argumento de Don Hartman e Edwin H. Knopf, sobre uma cantora que se apaixona por um príncipe italiano que entretanto se torna rei mas devido às responsabilidades inerentes ao cargo real, não pode casar com ela. Sem dúvida, falha no protagonista, o cantor de ópera Ezio Pinza, que não tem qualquer carisma fotogénico e estraga as canções de Dorothy Fields & Harold Arlen, cantando-as como se fossem cantigas napolitanas. Uma curiosidade, com algum charme apesar de tudo. Vila do Conde 2017     2/5

Wonder Bar (Lloyd Bacon, 1934)

Dos filmes que o diretor Lloyd Bacon e o coreógrafo Busby Berkeley fizeram para a Warner, Wonder Bar (1934) é o menos interessante, sobretudo porque o argumento deixa muito a desejar. A história passa-se no bar mais sofisticado de Paris, o Wonder Bar. A intriga que une e desune os vários clientes e artistas presentes no Bar é bem rasteira e serve como tela de fundo aos números musicais, vários deles protagonizados por Al Jolson, o dono do bar. Mesmo a intervenção de Busby Berkeley é menos impressionante do que nos outros filmes da dupla Bacon/Berkeley. Nota 3/5

Yankee Doodle Dandy (Michael Curtiz, 1942)

Michael Curtiz foi um realizador de primeira água em todos os géneros de Hollywood. Penso que é o primeiro musical assinado por ele que vejo, e está à altura dos melhores filmes do realizador. Yankee Doodle Dandy é um biopic musical sobre George M. Cohan, considerado o pai da Broadway, um produtor prolífico de espetáculos que marcaram o teatro musical americano. O filme foi escrito por Robert Buckner e Edmund Joseph: tendo sido realizado durante a segunda guerra, o argumento carrega na dimensão patriótica dos feitos de Cohan. Este é agraciado pelo presidente americano pelo seu contributo para o engrandecimento do espírito americano. No encontro com o presidente, Cohan rememora a sua vida desde criança, quando se apresentava nos teatros com o grupo The Four Cohans (que eram ele, a irmã e os pais). James Cagney protagoniza o filme e é simplesmente perfeito como Cohan (viria a vestir a mesma pele noutro filme de 1955). Ao longo do filme, as grandes canções escritas por Cohan são apresentadas inseridas (outras não) nos espetáculos para os quais foram feitas. Um maravilhoso musical a preto e branco, numa altura em que o tecnicolor já fazia maravilhas nos musicais da MGM e da Fox. Nota: 4/5

Cry-Baby (1990)

Realização: John Waters

Cry-Baby é uma comédia musical centrada na juventude dos anos 50 e o rock'n'roll nascente é a música predominante. A ideia de partida não é nada original: dois grupos de adolescentes, os drapes e os squares, vivem em confronto, que é agudizado quando um rapaz drape se apaixona e conquista uma moça square. Entre outros exemplos, West Side Story vem-nos à memória, para não sair da seara musical. Mas é a abordagem camp de John Waters que torna este musical diferente. A representação de certas personagens e situações são marcadas por um excesso pouco comum no cinema musical. Cry-Baby não foi um sucesso de bilheteira quando estreou, mas tornou-se com o tempo um filme de culto. TV 3/5

Ficha Técnica:  Realização: John Waters Produção: Rachel Talalay  Argumento: John Waters Intérpretes: Johnny Depp, Amy Locane, Polly Bergen, Susan Tyrrell, Iggy Pop, Ricki Lake, Traci Lords Música: Patrick Williams  Fotografia: David Insley 
Montagem: Janice Hampton  Produtora: Imagine Entertainmen, Universal Pictures Estreia: 6/04/1990