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Rags (2012)
Realização de Bille Wodruff
Estreia nos EUA: 28/05/28
Rags: O poder da música é uma atualização da história da cinderela para o meio da indústria musical hip-hop rap. O filme foi feito para a televisão (Nickleodeon) e tem como trunfo a música de Rodney Jerkins. Um rapaz quer ser cantor e conquistar o coração de uma estrela pop, mas para começar ele é apenas faxineiro na gravadora do pai da sua amada. Em casa, o aspirante a cantor tem a oposição do padrasto e dos dois meio-irmãos, que pretendem também tornar-se astros da pop. O filme é divertido e atualização da famosa história tem muito mérito. Melun 2021 TV 3,5/5
Pitch Perfect 3 (2017)
Pitch Perfect 3 (realização de Trish Sie) fecha uma trilogia que não terá continuação, decisão sensata porque a fórmula esgotou-se. As Bellas, grupo universitário feminino a capella, passaram os três filmes em competições que obviamente venceram, de uma forma ou de outra. Em Pitch Perfect 3 o objetivo era serem escolhidas, entre város grupos, para fazer a primeira parte dos show de um DJ conhecido. No final, apenas Becca (Anna Kendrick) é escolhida mas a honra do grupo foi salva. A trilogia é um raro exemplo do buddy movie feminino, com muita comédia à mistura (especialidade de Rebel Wilson) mas sobretudo muitos números musicais, que substituem a ação dos buddy movies masculinos pois é através da música que a tensão entre os concorrentes se exprime e se resolve. Uma das melhores coisas destes filmes é a redescoberta de temas populares em versões bem diferentes das originais, como Freedom, de George Michael. Paris 2018 Bibliothèque 3/5
The Lion King (Jon Favreau, 2019)
The Lion King, de Jon Favreau, é um remake fiel, em imagens (mais ou menos) reais, do clássico de animação da Disney (1994). O filme de 2019 vai tornar-se, penso, num clássico popular, daqueles que agradarão várias gerações, apesar dos senões da crítica. O filme é emocionante do princípio ao fim. E divertido. Na sessão a que assisti (Salvador, Center Lapa) as pessoas cantavam em uníssono as músicas, que conheciam certamente do Rei leão animado. Nunca vi nada de semelhante. Impossível passar ao lado deste filme tão especial. Salvador versão brasileira 4/5
Ricki and the Flash (Jonathan Demme, 2015)
Ricki é a vocalista e líder de uma banda de rock americano. Mas de dia é caixa num supermercado. Muitos anos atrás ela abandonou os filhos pequenos para abraçar o sonho de uma carreira musical e afastar-se de uma vida burguesa. Mas agora que a filha está muito mal por ter sido abandonada pelo marido, Ricki vai aproximar-se da família, ex-marido e filhos, com os quais mantém relações distantes e tempestuosas. Temos matéria para um drama dolorido mas várias coisas desviam o filme deste registo. Há muitas cenas musicais, com Ricki e os Flash a tocarem num bar de amigos e no final no casamento do filho de Ricki. Talvez seja o melhor do filme. Joanathan Demme filma de forma brilhante as atuações do grupo e o ambiente do bar onde eles tocam. Não esqueço que Demme assinou um dos melhores filmes de concerto que conheço (Stop Making Sense, 1984) sendo por esse motivo o realizador ideal para este filme. Mas este filme não teria o interesse que tem (para mim) não fora a participação de Meryl Streep. Que outra atriz atual estaria à altura de tal personagem? Anti-burguesa, rebelde na forma de vestir e encarar a vida e a idade, mas moral e politicamente conservadora (aceita mal o filho gay), Ricki é uma personagem comovente que conquista facilmente o espectador. Mais uma vez, Meryl Streep é a alma de um filme. Paris: 4/5
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