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King Creole (Michael Curtiz, 1958)

King Creole (1958) é um drama musical centrado em Elvis Presley. Ele interpreta um jovem revoltado com a humilhação que o seu pai passa no trabalho. Ele mesmo defende umas moças que são matratadas por clientes de um bar noturno onde trabalham, e onde Elvis, empregado de mesa, consegue chamar a atenção quando faz uns números de crooner. Entre a música e os problemas com os gangs criminosos com os quais acaba envolvido, o barman e crooner vai conseguir encontrar um lugar ao sol, numa trama no essencial muito negra. Vila do Conde 2,5/5

Finian's Rainbow (1968)

Nunca se fala deste musical dos finais dos 60s, que une dois nomes míticos do cinema separados por várias gerações: Fred Astaire e Francis Ford COPPOLA. Nem um nem outro estão à altura do seu melhor, que começaria nos 70s para Coppola e terminara para Astaire nos 50s... O filme parece-se damasiado com outros musicais da época e até anteriores, aliando fantasia e maravilhoso para retratar uma comunidade rural um pouco fora do tempo. Na verdade, na origem do filme, está o musical homónimo, de 1947, com música de Burton Lane, e argumento e letras de E. Y. Harburg e Fred Saidy. Musical e filme contam a história de Finian McLonergan (Fred Astaire) e da sua filha Sharon (Petula Clark) que chegam a uma aldeia situada no Rainbow Valley onde pretendem multiplicar o ouro que tomaram de um duende, que por sua vez os persegue. Não sendo mau, o filme não chega a entusiasmar, apesar de boas músicas como Look to the Rainbow, cantada por Petula Clark, atriz com pouco carisma (mas boa voz). Vila do Conde 3/5 

Música de Burton Lane Letras de E. Y. Harburg e Fred Saidy 
Overture Look to the Rainbow This Time of the Year How Are Things in Glocca Morra? Look to the Rainbow (Reprise) Old Devil Moon Something Sort of Grandish If This Isn't Love (That) Great Come-and-Get-It-Day When the Idle Poor Become the Idle Rich Rain Dance Ballet The Begat When I'm Not Near the Girl I Love

Dumbo (Walt Disney, 1941)

Quarta longa-metragem de Walt Disney, quarto clássico absoluto. Dumbo não teve os meios de produção dos anteriores Branca de Neve, Fantasia e Pinóquio, mas consegue manter as qualidades desses filmes. Os três primeiros longas adaptam obras da grande cultura europeia (no caso de Fantasia, obras de música clássica), Dumbo adapta uma história recente para crianças de Helen Aberson-Mayer. Uma história que se passa nos Estados Unidos. A história do pequeno elefante Dumbo, diferente dos outros pelas enormes orelhas com que nasceu. Essa diferença começa por causar-lhe grande sofrimento, pois é criticado por todos à exceção do único amigo que o apoia, o rato Timothy. Depois fica famoso porque consegue voar com as orelhas e ganha o respeito e a admiração de todos. O filme é um musical: a banda sonora ganhou o Oscar (Best Scoring of a Musical Picture), e uma canção (Baby Mine) foi nomeada para o Oscar de Best Original Song. Paris Montparnasse 2013 & Bibliothèque 2019: 5/5 

Dumbo foi o filme de Walt Disney que mais me marcou na infância. O pequeno elefante obrigado a saltar de um prédio em chamas não é imagem que uma criança esqueça facilmente. Revi há pouco o filme, na versão francesa, e verifiquei que é mais musical do que supunha. É a quarta longa-metragem da Disney e foi feito para cobrir as perdas provocadas pelo filme anterior da produtora, Fantasia. É um filme muito curto (1 hora), foi distribuído pela RKO Pictures e é um dos melhores filmes de Disney, com um par de personagens inesquecíveis (Dumbo e o ratinho Timothy) e algumas sequências de antologia. Paris 2018 Nouvel Odeon 5/5