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The Lion King (Jon Favreau, 2019)

The Lion King, de Jon Favreau, é um remake fiel, em imagens (mais ou menos) reais, do clássico de animação da Disney (1994). O filme de 2019 vai tornar-se, penso, num clássico popular, daqueles que agradarão várias gerações, apesar dos senões da crítica. O filme é emocionante do princípio ao fim. E divertido. Na sessão a que assisti (Salvador, Center Lapa) as pessoas cantavam em uníssono as músicas, que conheciam certamente do Rei leão animado. Nunca vi nada de semelhante. Impossível passar ao lado deste filme tão especial. Salvador versão brasileira 4/5

Dumbo (Walt Disney, 1941)

Quarta longa-metragem de Walt Disney, quarto clássico absoluto. Dumbo não teve os meios de produção dos anteriores Branca de Neve, Fantasia e Pinóquio, mas consegue manter as qualidades desses filmes. Os três primeiros longas adaptam obras da grande cultura europeia (no caso de Fantasia, obras de música clássica), Dumbo adapta uma história recente para crianças de Helen Aberson-Mayer. Uma história que se passa nos Estados Unidos. A história do pequeno elefante Dumbo, diferente dos outros pelas enormes orelhas com que nasceu. Essa diferença começa por causar-lhe grande sofrimento, pois é criticado por todos à exceção do único amigo que o apoia, o rato Timothy. Depois fica famoso porque consegue voar com as orelhas e ganha o respeito e a admiração de todos. O filme é um musical: a banda sonora ganhou o Oscar (Best Scoring of a Musical Picture), e uma canção (Baby Mine) foi nomeada para o Oscar de Best Original Song. Paris Montparnasse 2013 & Bibliothèque 2019: 5/5 

Dumbo foi o filme de Walt Disney que mais me marcou na infância. O pequeno elefante obrigado a saltar de um prédio em chamas não é imagem que uma criança esqueça facilmente. Revi há pouco o filme, na versão francesa, e verifiquei que é mais musical do que supunha. É a quarta longa-metragem da Disney e foi feito para cobrir as perdas provocadas pelo filme anterior da produtora, Fantasia. É um filme muito curto (1 hora), foi distribuído pela RKO Pictures e é um dos melhores filmes de Disney, com um par de personagens inesquecíveis (Dumbo e o ratinho Timothy) e algumas sequências de antologia. Paris 2018 Nouvel Odeon 5/5

Rock-Doodle (Don Bluth, 1991)

Flyer da reposição nas salas (2018) 
Rock-a-Doodle é uma pequena pérola do cinema de animação dos anos 90. Vale bem a pena revê-lo ou descobri-lo agora. É um filme que propõe a interação entre imagens e personagens reais e outras em desenho animado. Mas esse não é um dos seus trunfos. O filme inspira-se numa personagem criada por Edmond Rostand no século 18: o galo Chantecler. Na sua aldeia, ele tem a função e a fama de anunciar o nascimento do dia, mas uma manhã ele falha na sua missão e então parte, humilhado, para a grande cidade, onde se torna numa grande estrela de rock'n'roll. No campo, forças do mal e da escuridão destroem a natureza e ameaçam a vida das pessoas e dos animais. Alguns destes partem em busca de Chantecler para que este lhes livre dos demónios da noite. O filme dura pouco mais de setenta minutos, por isso não há momentos mortos e aborrecidos e há lugar para algumas canções. A versão francesa a que assisti é  esmerada, com versões das canções feitas por Boris Bergman (a partir das canções originais de  T.J. Kuenster) e cantadas por Eddy Mitchel e Lio, entre outros. Eis as canções com os respetivos intérpretes franceses. Rock O' Rico (Eddy Mitchell), Sacré soleil (Eddy Mitchell) Ergomane (Eddy Mitchell), Nage ou coule (Lio & Paul Ives), Plus rien sans elle (Eddy Mitchell & Lio), Chien perdu sans lacets (Philippe Dumas), A bas le soleil (Tom Novembre & Le chœur des Chouettes), La Complainte du Grand Duc (Tom Novembre), Tweedle Lee-Dee (Tom Novembre & Le chœur des Chouettes), Un chouette pique-nique (Tom Novembre & Le chœur des Chouettes) e Le Chant du videur (Le chœur des Videurs). Paris 3,5/5

The Jungle Book (1967)

The Jungle Book (Wolfgang Reitheman, 1967) inspira-se na famosa obra de Rudyard Kipling, mas o filme está mais para Disney do que para Kipling. Houve um primeiro argumento com tons sombrios que foi recusado por Walt Disney e fez-se por fim uma obra mais solar com canções alegres e ritmadas pelo jazz. Para além da música instrumental assinada por George Bruns, o filme conta com oito canções originais, sendo sete dos Sherman Brothers e uma de Terry Gilkyson. Várias personagens (Mowgli e alguns animais da selva) têm direito a uma canção que os identifica e este lado musical é um dos mais notáveis deste clássico. Julgo nunca ter visto antes este filme, pelo menos em adulto. Vi-o agora na sala Grand Action, numa sessão bastante concorrida pela criançada. Claro que nunca tinha visto a versão francesa em que mesmo as canções são adaptadas para o francês. Tudo muito inspirado, embora não possa comparar com o original. Revisitar estes clássicos Disney vale sempre a pena e compensa as decepções com os modernos blockbusters de animação. Paris 2015 Le Grand Action 5/5