DISCOTECA 46 BSO FILMES
Flying Down To Rio (1933)
The Wizard of Oz (1939), CD Turner 1995 x2
Meet Me in Saint Louis (1944)
The Great Caruso (1951)
Brigadoon (1954)
Oklahoma! (1955)
High Society (1956), CD 1987
High Society (1956), CD 2008
High Society (1956), LP vinil
Some Like It Hot (1959), CD Deluxe 1997
The Sound of Music (1959)
My Fair Lady (1959)
West Side Story (1960)
Les parapluies de Cherbourg (1963), CD 1996
My Fair Lady (1964)
The Sound of Music (1965)
The Jungle Book (1968)
Cabaret (1972), LP Vinil
Saturday Night Fever (1977), CD 2007
New York, New York (1977)
Grease (1978), CD 1998
All That Jazz (1979), LP
Somewhere in Time (1980), CD
Fame (1980)
Yentl (1983), LP Vinil
Staying Alive (1983)
Dirty Dancing (1987), CD Ultimate Dirty Dancing BMG 2004
Dick Tracy (1990)
The Bodyguard (1992)
Priscilla Queen of the Desert (1994)
O Corcunda de Notre Dame (1996, BS em português)
The Hunchback of Notre Dame (1996)
Evita (1996), 2CD 199
Evita (1996), CD 1996
Chicago (2002)
Dreamgirls (2006)
Hairspray (2007), 2CD Collector Edition
Enchanted (2007), CD fr. Il Était une fois
Les Chansons d’Amour (2007)
Mamma Mia (2008)
Nine (2009)
Demy in musique, CD Inrocks 2013
La La Land (2016)
Greatest Showman (2017), CD Atlantic 2017
A Bela e a Fera (2017)
Hollywood Musicals The Golden Age, 3CD?
REC South Pacific
CHICAGO
GREASE (1971)
Wonderful Town (1953)
ON THE TOWN (1944)
MARIE OPPERT
LES PARAPLUIES DE CHERBOUR (2014
Qualquer cinéfilo conhece a obra-prima musical francesa Les Parapluies de Cherbourg (1964) de Jacques Demy. Beleza em estado puro, para quem é amante de musicais. Passados 60 anos, sobe ao palco do Théatre du Châtelet uma versão cénica em que brilha a maior cantora lírica francesa Nathalie Dessay, que até há pouco, marcava presença nos maiores teatros de ópera do mundo. Mas para mim, o grande triunfo deste musical é a partitura de Michel Legrand, que dirigiu a orquestra e foi justamente ovacionado no iníco e do final do espetáculo. O sucesso da peça, que fica em cartaz mais dois dias, é confirmado pela reação entusiástica do público. Muito bom. Paris 2014 Châtelet 4/5
Magic from the Musicals (1991)
O mundo dos musicais (americanos e britânicos) é tão vasto... Só para falar das gravações em estúdio, temos os discos com os original cast recordings e depois os cast recordings das reposições dos grandes clássicos. E por fim, as coletâneas de hits feitas por artistas carismáticos, incluindo cantores de ópera. Então para quem está pouco familiarizado com a arte do musical, as compilações como esta são preciosas. Magic from the Musicals serve-se do melhor que os grandes clássicos nos deixaram, uns da old school (americanos) outros da new school (britânicos, como Lloyd Webber). São hit songs cantados por grandes nomes dos musicais, dos quais só conhecia Howard Keel, Petula Clark e Topol. É tudo muito bom, apenas embirrei com a voz de Brian Blessed. No booklet, John Maryland começa assim o seu texto: "What an intriguing musical mixture there is on this album!". Pois é muito bem vinda essa mistura, é um retrato fiel da arte do musical. 4/5
Cole Porter The Definitive Biography (1998)
Richard Rodgers fez alguns dos musicais mais perfeitos, e as canções que hoje ouvimos dele são devedoras do contexto teatral em que foram criadas. Mas Cole Porter, que também produziu quase sempre para o teatro, viu as suas canções se emanciparem dessa origem e tornarem-se canções jazz e pop cantadas por imensos artistas que com frequência lhe têm dedicado songbooks. Cole Porter não tinha parceiros, era o autor absoluto, autor da música e das letras e também por essa razão os seus musicais não são tão memoráveis quanto os que Rodgers concebeu com os seus parceiros Hart e Hammerstein II. A grande exceção é evidentemente Kiss Me, Kate, obra-prima teatral de Cole Porter. Porter nasceu em berço de ouro, teve educação universitária e desde os tempos de estudante mostrou vocação para o songwritting e para o espetáculo. Casou-se com uma milionária mais velha do que ele e o casal era um dos mais colunáveis da sociedade americana e europeia dos anis 20, e dividia o seu tempo entre os dois continentes. Durante cerca de dez anos Porter escreveu musicais mas não teve êxito. Foi com o seu regresso definitivo aos EUA que começou o longo período (anos 30, 40 a 50) em que inundou os teatros e a rádio com dezenas de grandes canções. Porter teve uma vida dupla, pois foi casado sempre com a mesma mulher, mas manteve uma vida homossexual agitada e nada discreta. Hollywood nos anos 40 fez um biopic de Porter e claro, este não podia reconhecer-se naquela personagem (com os traços de Cary Grant) e história falsas, pois a parte mais profunda do seu ser era escamoteada. Paris, dezembr de 2017 5/5
Songs from South Pacific (1993)
Há meses vi a versão para cinema deste conhecido musical de Rodgers & Hammerstein II, mas foi com este disco que pude atentar melhor na beleza da famosa partitura. Este disco foi gravado por artistas do West End londrino. Matthew Freeman dirige a The West End Orchestra e cantam, entre outros, Gemma Craven ("I'm gonna wash...", "I'm in love with a wonderful guy"), David Kernan (("Some enchanted evening"), Linda Hibberd ("Bali Ha'i"), ou Nic Curtis ("Younger than springtime"). Não conheço muitas gravações destas canções por artistas do teatro musical, mas parece-me que é difícil fazer melhor do que isto. VC 5/5
Somewhere for Me - A Biography of Richard Rogers (2001)
Meryle Secrest escreveu uma obra de referência sobre o grande compositor de musicais Richard Rodgers. A vida e a carreira de Rodgers coincidem com a grande época dos musicais americanos (dos anos 20 aos 60) e bastaria um dos seus dois grandes períodos criativos, o da parceria com Lorenz Hart e o da parceria com Oscar Hammerstein II, para ser considerado um dos maiores compositores de sempre. É maravilhoso seguir com pormenores a relação profissional e de amizade entre Rodgers e os seus dois companheiros e sobre o contexto de criação das obras que assinaram. Há um aspecto pouco explorado no livro que me deixou curioso. Que outro tipo de música interessava Rodgers? Afinal foi ele quem levou mais longe a aproximação que se faz entre o musical e a ópera. Seguiria ele a evolução deste género erudito? Por essa e outras razões não só releria esta obra com prazer como leria outras sobre Rodgers (a sua autobiografia já está na calha das minhas leituras). Paris, dezembro de 2017 5/5
INTO THE WOODS (1987)
O Théâtre du Châtelet continua a apresentar obras de Stephen Sondheim, talvez o mais operático de todos os grandes compositores de musicais americanos. Tendo visto pelo menos três ou quatro ao longo dos últimos anos, torna-se claro para mim que é um enorme compositor independentemente da área musical que se considere. Into the Woods parte do imaginário dos contos de fadas, tal como foram revistos ou interpretados pelo psicanalista Bruno Bettelheim, para criar um espetáculo inteligente, irreverente e surpreendente. Assim, numa mesma história aparecem várias personagens de todos conhecidas (Cinderela, Capuchinho Vermelho, Rapunzel, etc.). Não existem aqui, como nos melhores musicais clássicos, canções que fiquem de imediato no ouvido e podem ganhar vida própria (como grande parte do cancioneiro americano, proveniente das comédias musicais da Broadway). Mas o tecido instrumental e as partes vocais vão-se sucedendo originando uma obra de grande beleza musical. Além disso o que se passa no palco também é uma maravilha. Uma encenação e direção de atores-cantores sem mácula fazem do espetáculo do Châtelet um dos melhores que já vi. Em maio e junho já estão programados óperas e musicais de John Adams (The Flowering Tree) e Richard Rodgers (The King and I). Depois de tantos excelentes espetáculos a que assisti no Châtelet, não faltarei à chamada para ver estas duas produções. Into the Woods (1987) Música e lyrics de Stephen Sondheim e libreto de James Lapine. Paris, abril de 2014 Théâtre du Châtelet 5/5
THE PHANTOM OF THE OPERA (1986)
Fiquei ligeiramente desiludido com o musical The Phantom of the Opera. Apesar do belo score e das belas melodias de Andrew Lloyd Webber, apesar dos cenários que mudam constantemente e dos efeitos especiais impressionantes (esta é a produção original dirigida por Harold Prince), apesar dos bons cantores. Tive mais dificuldade do que é costume em compreender as letras (de Charles Hart), embora isso não seja importante (na ópera passa-se o mesmo). Talvez o que mais me agrada em Lloyd Webber sejam as melodias e menos o score global (na ópera e em Sondheim, por exemplo, cada nota musical parece interessar-me). Londres, setembro de 2017 Her Majesty's Theatre 3,5/5
COMPANY (1970)
Company é um dos melhores espetáculos que vi até hoje. Conhecia as famosas canções do musical através do disco (Company, You Could Drive a Person Crazy, The Ladies Who Lunch, Side by Side, Being Alive), agora elas ganharam todo o sentido no contexto para o qual foram criadas. Se as canções são memoráveis o score musical e o book de Company não ficam atrás. Company (1970) é uma obra-prima e um marco dos musicais. Tenho a impressão de que supera todos os musicais atualmente em cena no West End londrino. Mas Company 2018 é uma nova e revolucionária versão de Company 1970. O protagonista Bobby (Robert) agora é uma mulher (Bobbie) e entre os casais amigos de Bobbie existe agora um casal gay. Stephen Sondheim não só aprovou a mudança como efetuou as alterações necessárias ao libreto. Agora Company fala diretamente às novas gerações. Bobbie faz 35 anos e é tempo de fazer o balanço: da sua vida mas também dos seus amigos, todos casados. Londres, novembro de 2018 Gielgud Theatre 5/5
ASSASSINS (1990)
Foi uma bela surpresa este breve musical (90 minutos) de Stephen Sondheim que vi no Pleasance Theatre, bem longe do West End. Um musical político, mas cheio de bom humor, sobre os homens e as mulheres que ao longo da história dos EUA tentaram assassinar o Presidente (alguns conseguiram-no, como se sabe). A música de Sondheim (que assina também o libreto, a partir de uma história de John Weidman) está bem acima de tudo o resto, inclusive dos bons cantores/atores. Boas notícias para os admiradores de Sondheim: nos próximos tempos Follies (National Theatre) e Company (West End) voltam aos palcos londrinos. Londres, abril de 2018 Pleasance Theatre 3,5/5
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