REC Kiss Me, Kate (1948)

Kiss Me, Kate (Stereo, 1959)
Recording With Original Cast
CD Angel Records 1993
DISCOTECA

REC Guys and Dolls (1950)

Guys and Dolls - Original Broadway Cast (1950)
CD Naxos Musicals 2004
DISCOTECA









Guys and Dolls (1950)
CD The Broadway Musicals Series 2002
DISCOTECA P

REC On the Town

CD Naxos Musicals
DISCOTECA

DISCOTECA 46 BSO FILMES

Flying Down To Rio (1933)

The Wizard of Oz (1939), CD Turner 1995 x2

Meet Me in Saint Louis (1944)

The Great Caruso (1951)

Brigadoon (1954)

Oklahoma! (1955)

High Society (1956), CD 1987

High Society (1956), CD 2008

High Society (1956), LP vinil

Some Like It Hot (1959), CD Deluxe 1997

The Sound of Music (1959)

My Fair Lady (1959)

West Side Story (1960)

Les parapluies de Cherbourg (1963), CD 1996

My Fair Lady (1964)

The Sound of Music (1965)

The Jungle Book (1968)

Cabaret (1972), LP Vinil 

Saturday Night Fever (1977), CD 2007

New York, New York (1977)

Grease (1978), CD 1998

All That Jazz (1979), LP

Somewhere in Time (1980), CD

Fame (1980)

Yentl (1983), LP Vinil

Staying Alive (1983)

Dirty Dancing (1987), CD Ultimate Dirty Dancing BMG 2004

Dick Tracy (1990)

The Bodyguard (1992)

Priscilla Queen of the Desert (1994)

O Corcunda de Notre Dame (1996, BS em português)

The Hunchback of Notre Dame (1996)

Evita (1996), 2CD 199

Evita (1996), CD 1996

Chicago (2002)

Dreamgirls (2006)

Hairspray (2007), 2CD Collector Edition

Enchanted (2007), CD fr. Il Était une fois

Les Chansons d’Amour (2007)

Mamma Mia (2008)

Nine (2009)

Demy in musique, CD Inrocks 2013

La La Land (2016)

Greatest Showman (2017), CD Atlantic 2017

A Bela e a Fera (2017)

Hollywood Musicals The Golden Age, 3CD?

REC South Pacific

DISCOTECA P

NT

South Pacific (1949)
Mary Martin, Ezio Pinza and Original Broadway Cast
CD Columbia Masterworks Classics 1998
DISCOTECA P

NT

NT

NT





SOUTH PACIFIC/1949
CD The Broadway Musicals Series 2002
DISCOTECA





CHICAGO

Musical de John Kander, Fred Ebb e Bob Fosse 


O ESPETÁCULO
Chicago (Londres, 2017)

Era um sonho que arrastava há muitos anos: ver o musical Chicago num teatro. Conhecia o filme (de Rob Marshall), a música (de John Kander), o argumento (de Fred Ebb e Bob Fosse), as letras das canções (de Fred Ebb) e as coreografias de Bob Fosse, pelo disco, pelo vídeo, nas telas do cinema. Mas ver esta obra mestra da Arte americana do século 20 nas condições próximas daquelas em que foi criada, isso nunca me foi dado a ver. E de repente tudo fez sentido, Chicago como obra de teatro é mesmo qualquer coisa de único e de seminal. Como Lohengrin de Wagner que tinha visto no dia anterior. Há um antes e um depois destas obras, e não é possível fazer melhor. Não posso comparar esta produção londrina de 2017 com as anteriores e muito menos com a criação original; certamente houve intérpretes melhores para cada um dos personagens. E a coreografia de Bob Fosse, esse génio, é a que eu vi agora? Que importa, Chicago nesta montagem mostra de que é feita a sua notoriedade artística. A música de Kander & Ebb é aquela maravilha que conhecemos do disco e de outras obras. Mas não será a coreografia e o concept de Fosse o que mais marca Chicago? A dança e o movimento em geral são pouco considerados, mas em Chicago com o mínimo (um estalar de dedos, o estirar do braço, o sentar-se) obtem-se uma expressividade máxima. O palco é ocupado por um quadrado inclinado virado para o público, onde está a pequena orquestra de cabaré-jazz, e de onde saiem os personagens, que também podem sair dos lados do quadrado. Com poucos atores/cantores e um espaço reduzido para atuarem, consegue-se contar uma história sobre grandes criminosas dos anos 1920 que manipulam os media para obterem a celebridade e a absolvição pública e judicial dos seus crimes. Ver Chicago em cena foi uma experiência inolvidável. Londres, 2017 2 July, Phoenix Theatre 5/5

GREASE (1971)


Os anos 50 americanos representados no musical (1971) e no filme (1978) Grease não me suscita qualquer interesse: o rock'n'roll, a brilhantina, os bailes escolares. Mas gostei de ver quando era muito jovem os filmes Grease e Grease 2. E não podia por isso perder o musical Grease atualmente no teatro Mogador, em Paris. Afinal o que me interessa nesta obra? Acho que é o seu lado pop. Em 1978 o filme surgiu e foi um enorme sucesso mundial em pleno boom da disco music, que, essa sim, adoro. As músicas de Grease inspiram-se no rock'n'roll mas são músicas pop. O tema Grease, um dos mais populares, foi escrito para o filme por um dos reis do disco, Barry Gibb... na verdade é um tema disco. Nem toda a gente sabe que algumas das músicas mais aplaudidas no musical Grease, sempre que ele é produzido pelo mundo afora, foram escritas para o filme e não existiam na versão original para teatro de 1971. Alguma produção de Grease poderá dispensar You're the one that I want (John Farrar, 1978) ou Hopelessly Devoted to You (John Farrar, 1978)? Não creio. No espetáculo a que assisti, You're the one foi o número final e o mais aplaudido. O público delirou com este musical sabiamente cantado e falado em inglês e em francês. A produção é muito equilibrada e apesar do par amoroso central Sandy/Danny, o musical vive muito das cenas de grupo ou grupos. Paris 2018 Théâtre Mogador 3,5/5

Wonderful Town (1953)

Musical de Leonard Bernstein
TV abril de 2021

Li que esta produção da Opéra de Toulon (2018) do musical Wonderful Town de Leonard Bernstein assinala a criação francesa da obra. Já não era sem tempo. Duas jovens chegam do interior para vencer no mundo do espetáculo de Nova Iorque mas acabam nas mãos dos pequenos bandidos locais de todo o tipo. O espetáculo foi encenado por Olivier Benezech e coreografado de Johan Nus. Melun 2021 TV 3/5

ON THE TOWN (1944)

V2019 junho Paris: Théâtre des Variétés 2019

On the Town, o musical apresentado em junho no Théâtre des Variétés, é o espetáculo montado pela École de Comédie Musicale de Paris, para encerrar o ano escolar. Foi uma oportunidade rara de ver este musical num teatro. Com a música interpretada por um grupo orquestral dirigido por Laurent Brack,  e mise en scène de Ned GRUJIC. Paris 3/5

MARIE OPPERT

Marie Oppert é uma jovem estrela do musical em França. Vi-a em 2014 no musical Les Parapluies de Cherbourg (Châtelet). Foi a grande revelação do espetáculo. Depois protagonizou Peau d’âne (Théâtre Marigny) e lançou o seu primeiro álbum a solo, Enchantée (Warner Classics, 2020). Baseada no disco, fez este espetáculo na Opéra-Comique sem público, com um trio de jazz. Canções de filmes musicais, de musicais americanos e francesas, todas mais ou menos clássicas. O talento de Marie Oppert é evidente, mas gosto mais de vê-la num espetáculo coletivo, numa peça de teatro musical. Ela tem a técnica e a dicção (em inglês) impecáveis, mas falta emoção e variedade à interpretação. Talvez lhe falte maturidade para um show longo a solo. Melun 2021 TV 3/5

LES PARAPLUIES DE CHERBOUR (2014


Qualquer cinéfilo conhece a obra-prima musical francesa Les Parapluies de Cherbourg (1964) de Jacques Demy. Beleza em estado puro, para quem é amante de musicais. Passados 60 anos, sobe ao palco do Théatre du Châtelet uma versão cénica em que brilha a maior cantora lírica francesa Nathalie Dessay, que até há pouco, marcava presença nos maiores teatros de ópera do mundo. Mas para mim, o grande triunfo deste musical é a partitura de Michel Legrand, que dirigiu a orquestra e foi justamente ovacionado no iníco e do final do espetáculo. O sucesso da peça, que fica em cartaz mais dois dias, é confirmado pela reação entusiástica do público. Muito bom. Paris 2014 Châtelet 4/5

Magic from the Musicals (1991)

CD Music Club 1991

O mundo dos musicais (americanos e britânicos) é tão vasto... Só para falar das gravações em estúdio, temos os discos com os original cast recordings e depois os cast recordings das reposições dos grandes clássicos. E por fim, as coletâneas de hits feitas por artistas carismáticos, incluindo cantores de ópera. Então para quem está pouco familiarizado com a arte do musical, as compilações como esta são preciosas. Magic from the Musicals serve-se do melhor que os grandes clássicos nos deixaram, uns da old school (americanos) outros da new school (britânicos, como Lloyd Webber). São hit songs cantados por grandes nomes dos musicais, dos quais só conhecia Howard Keel, Petula Clark e Topol. É tudo muito bom, apenas embirrei com a voz de Brian Blessed. No booklet, John Maryland começa assim o seu texto: "What an intriguing musical mixture there is on this album!". Pois é muito bem vinda essa mistura, é um retrato fiel da arte do musical. 4/5

Cole Porter The Definitive Biography (1998)

Livro de William McBrien
BIBLIOTECA

Richard Rodgers fez alguns dos musicais mais perfeitos, e as canções que hoje ouvimos dele são devedoras do contexto teatral em que foram criadas. Mas Cole Porter, que também produziu quase sempre para o teatro, viu as suas canções se emanciparem dessa origem e tornarem-se canções jazz e pop cantadas por imensos artistas que com frequência lhe têm dedicado songbooks. Cole Porter não tinha parceiros, era o autor absoluto, autor da música e das letras e também por essa razão os seus musicais não são tão memoráveis quanto os que Rodgers concebeu com os seus parceiros Hart e Hammerstein II. A grande exceção é evidentemente Kiss Me, Kate, obra-prima teatral de Cole Porter.  Porter nasceu em berço de ouro, teve educação universitária e desde os tempos de estudante mostrou vocação para o songwritting e para o espetáculo. Casou-se com uma milionária mais velha do que ele e o casal era um dos mais colunáveis da sociedade americana e europeia  dos anis 20, e dividia o seu tempo entre os dois continentes. Durante cerca de dez anos Porter escreveu musicais mas não teve êxito. Foi com o seu regresso definitivo aos EUA que começou o longo período (anos 30, 40 a 50) em que inundou os teatros e a rádio com dezenas de grandes canções. Porter teve uma vida dupla, pois foi casado sempre com a mesma mulher, mas manteve uma vida homossexual agitada e nada discreta. Hollywood nos anos 40 fez um biopic de Porter e claro, este não podia reconhecer-se naquela personagem (com os traços de Cary Grant) e história falsas, pois a parte mais profunda do seu ser era escamoteada. Paris, dezembr de 2017  5/5

Songs from South Pacific (1993)

CD Pickwick 1993
DISCOTECA

Há meses vi a versão para cinema deste conhecido musical de Rodgers & Hammerstein II, mas foi com este disco que pude atentar melhor na beleza da famosa partitura. Este disco foi gravado por artistas do West End londrino. Matthew Freeman dirige a The West End Orchestra e cantam, entre outros, Gemma Craven ("I'm gonna wash...", "I'm in love with a wonderful guy"), David Kernan (("Some enchanted evening"), Linda Hibberd ("Bali Ha'i"), ou Nic Curtis ("Younger than springtime"). Não conheço muitas gravações destas canções por artistas do teatro musical, mas parece-me que é difícil fazer melhor do que isto. VC 5/5 

Somewhere for Me - A Biography of Richard Rogers (2001)

Bloomsbury 2001
BIBLIOTECA

Meryle Secrest escreveu uma obra de referência sobre o grande compositor de musicais Richard Rodgers. A vida e a carreira de Rodgers coincidem com a grande época dos musicais americanos (dos anos 20 aos 60) e bastaria um dos seus dois grandes períodos criativos, o da parceria com Lorenz Hart e o da parceria com Oscar Hammerstein II, para ser considerado um dos maiores compositores de sempre. É maravilhoso seguir com pormenores a relação profissional e de amizade entre Rodgers e os seus dois companheiros e sobre o contexto de criação das obras que assinaram. Há um aspecto pouco explorado no livro que me deixou curioso. Que outro tipo de música interessava Rodgers? Afinal foi ele quem levou mais longe a aproximação que se faz entre o musical e a ópera. Seguiria ele a evolução deste género erudito? Por essa e outras razões não só releria esta obra com prazer como leria outras sobre Rodgers (a sua autobiografia já está na calha das minhas leituras). Paris, dezembro de 2017 5/5

INTO THE WOODS (1987)

Musical de Stephen Sondheim

O Théâtre du Châtelet continua a apresentar obras de Stephen Sondheim, talvez o mais operático de todos os grandes compositores de musicais americanos. Tendo visto pelo menos três ou quatro ao longo dos últimos anos, torna-se claro para mim que é um enorme compositor independentemente da área musical que se considere.  Into the Woods parte do imaginário dos contos de fadas, tal como foram revistos ou interpretados pelo psicanalista Bruno Bettelheim, para criar um espetáculo inteligente, irreverente e surpreendente. Assim, numa mesma história aparecem várias personagens de todos conhecidas (Cinderela, Capuchinho Vermelho, Rapunzel, etc.). Não existem aqui, como nos melhores musicais clássicos, canções que fiquem de imediato no ouvido e podem ganhar vida própria (como grande parte do cancioneiro americano, proveniente das comédias musicais da Broadway). Mas o tecido instrumental e as partes vocais vão-se sucedendo originando uma obra de grande beleza musical. Além disso o que se passa no palco também é uma maravilha. Uma encenação e direção de atores-cantores sem mácula fazem do espetáculo do Châtelet um dos melhores que já vi. Em maio e junho já estão programados óperas e musicais de John Adams (The Flowering Tree) e Richard Rodgers (The King and I). Depois de tantos excelentes espetáculos a que assisti no Châtelet, não faltarei à chamada para ver estas duas produções. Into the Woods (1987) Música e lyrics de Stephen Sondheim e libreto de James Lapine. Paris, abril de 2014 Théâtre du Châtelet 5/5

THE PHANTOM OF THE OPERA (1986)


O ESPETÁCULO (Londres, 2017)
Musical de Andrew Lloyd Webber

Fiquei ligeiramente desiludido com o musical The Phantom of the Opera. Apesar do belo score e das belas melodias de Andrew Lloyd Webber, apesar dos cenários que mudam constantemente e dos efeitos especiais impressionantes (esta é a produção original dirigida por Harold Prince), apesar dos bons cantores. Tive mais dificuldade do que é costume em compreender as letras (de Charles Hart), embora isso não seja importante (na ópera passa-se o mesmo). Talvez o que mais me agrada em Lloyd Webber sejam as melodias e menos o score global (na ópera e em Sondheim, por exemplo, cada nota musical parece interessar-me). Londres, setembro de 2017 Her Majesty's Theatre 3,5/5

COMPANY (1970)




Company (Londres, 2018)

COMPANY (Stephen Sondheim, 1970)

Company é um dos melhores espetáculos que vi até hoje. Conhecia as famosas canções do musical através do disco (Company, You Could Drive a Person Crazy, The Ladies Who Lunch, Side by Side, Being Alive), agora elas ganharam todo o sentido no contexto para o qual foram criadas. Se as canções são memoráveis o score musical e o book de Company não ficam atrás. Company (1970) é uma obra-prima e um marco dos musicais. Tenho a impressão de que supera todos os musicais atualmente em cena no West End londrino. Mas Company 2018 é uma nova e revolucionária versão de Company 1970. O protagonista Bobby (Robert) agora é uma mulher (Bobbie) e entre os casais amigos de Bobbie existe agora um casal gay. Stephen Sondheim não só aprovou a mudança como efetuou as alterações necessárias ao libreto. Agora Company fala diretamente às novas gerações. Bobbie faz 35 anos e é tempo de fazer o balanço: da sua vida mas também dos seus amigos, todos casados. Londres, novembro de 2018 Gielgud Theatre 5/5 

Sondheim: Company (1970), direção de Marianne Elliott, com Rosalie Craig (Bobbie), Patti LuPone (Joanne), Mel Giedroyc (Sarah), Jonathan Bailey (Jamie), George Blagden (PJ), Ashley Campbell (Peter), Richard Fleeshman (Andy), Alex Gaumond (Paul), Richard Henders (David), Ben Lewis (Larry), Daisy Maywood (Susan), Jennifer Saayeng (Jenny), Matthew Seadon-Young (Theo) Gavin Spokes (Harry)


ASSASSINS (1990)

Musical de Stephen Sondheim

Foi uma bela surpresa este breve musical (90 minutos) de Stephen Sondheim que vi no Pleasance Theatre, bem longe do West End. Um musical político, mas cheio de bom humor, sobre os homens e as mulheres que ao longo da história dos EUA tentaram assassinar o Presidente (alguns conseguiram-no, como se sabe). A música de Sondheim (que assina também o libreto, a partir de uma história de John Weidman) está bem acima de tudo o resto, inclusive dos bons cantores/atores. Boas notícias para os admiradores de Sondheim: nos próximos tempos Follies (National Theatre) e Company (West End) voltam aos palcos londrinos. Londres, abril de 2018 Pleasance Theatre 3,5/5

Elenco: Jason Kajdi (Balladeer/Lee Harvey Oswald)  Andrew Pepper (Charles Guiteau) Alexander McMorran (John Wilkes Booth) Abigail Williams (Sara Jane Moore) Alfie Parker (Samuel Byck) Conor McFarlane (Leon Czolgosz) Jack Reitman (Giuseppe Zangara) Peter Watts (Propietor) Toby Hine (John Hinckley)

Encenação: Louise Bakker

PASSION (1994)

Musical de Stephen Sondheim

A criação francesa do musical de Stephen Sondheim, Passion (Broadway, 1994), com libreto de James Lapine, ocorreu esta semana pelas mãos de duas estrelas francesas: a diva lírica Natalie Dessay e a atriz Fanny Ardant, no papel de encenadora. Passion conta a história de uma paixão ou de várias paixões em torno de um militar, apaixonado por uma jovem e bela mulher casada e perseguido por outra mulher menos jovem, feia e doente (Fosca). A paixão masculina vai passar de uma a outra mulher e é essa metamorfose imprevisível mas irresistível que concentra o interesse da história, talvez mais do que a heroína Fosca. Esta dera o título a um romance italiano (1869) que por sua vez inspirou um filme de Ettore Scola (1981). O musical de Sondheim bebe mais no romance do que no filme, pelo que li. Natalie Dessay compõe uma Fosca magnífica, como atriz e como cantora, e os outros cantores-atores dão-lhe uma resposta à altura. A peça de Sondheim-Lapine parece na realidade uma ópera e afasta-se do que a Broadway (onde foi criada em 1994) está habituada a ver. Os diálogos não disfarçam a ambição do criador: estender a música e a melodia a toda a peça, como se fosse uma canção ininterrupta. Não é o meu musical preferido de Sondheim mas não deixa de ser muito belo. Paris 4/5