Wonderful Town (1953)

Musical de Leonard Bernstein
TV abril de 2021

Li que esta produção da Opéra de Toulon (2018) do musical Wonderful Town de Leonard Bernstein assinala a criação francesa da obra. Já não era sem tempo. Duas jovens chegam do interior para vencer no mundo do espetáculo de Nova Iorque mas acabam nas mãos dos pequenos bandidos locais de todo o tipo. O espetáculo foi encenado por Olivier Benezech e coreografado de Johan Nus. Melun 2021 TV 3/5

ON THE TOWN (1944)

V2019 junho Paris: Théâtre des Variétés 2019

On the Town, o musical apresentado em junho no Théâtre des Variétés, é o espetáculo montado pela École de Comédie Musicale de Paris, para encerrar o ano escolar. Foi uma oportunidade rara de ver este musical num teatro. Com a música interpretada por um grupo orquestral dirigido por Laurent Brack,  e mise en scène de Ned GRUJIC. Paris 3/5

MARIE OPPERT

Marie Oppert é uma jovem estrela do musical em França. Vi-a em 2014 no musical Les Parapluies de Cherbourg (Châtelet). Foi a grande revelação do espetáculo. Depois protagonizou Peau d’âne (Théâtre Marigny) e lançou o seu primeiro álbum a solo, Enchantée (Warner Classics, 2020). Baseada no disco, fez este espetáculo na Opéra-Comique sem público, com um trio de jazz. Canções de filmes musicais, de musicais americanos e francesas, todas mais ou menos clássicas. O talento de Marie Oppert é evidente, mas gosto mais de vê-la num espetáculo coletivo, numa peça de teatro musical. Ela tem a técnica e a dicção (em inglês) impecáveis, mas falta emoção e variedade à interpretação. Talvez lhe falte maturidade para um show longo a solo. Melun 2021 TV 3/5

LES PARAPLUIES DE CHERBOUR (2014


Qualquer cinéfilo conhece a obra-prima musical francesa Les Parapluies de Cherbourg (1964) de Jacques Demy. Beleza em estado puro, para quem é amante de musicais. Passados 60 anos, sobe ao palco do Théatre du Châtelet uma versão cénica em que brilha a maior cantora lírica francesa Nathalie Dessay, que até há pouco, marcava presença nos maiores teatros de ópera do mundo. Mas para mim, o grande triunfo deste musical é a partitura de Michel Legrand, que dirigiu a orquestra e foi justamente ovacionado no iníco e do final do espetáculo. O sucesso da peça, que fica em cartaz mais dois dias, é confirmado pela reação entusiástica do público. Muito bom. Paris 2014 Châtelet 4/5

Magic from the Musicals (1991)

CD Music Club 1991

O mundo dos musicais (americanos e britânicos) é tão vasto... Só para falar das gravações em estúdio, temos os discos com os original cast recordings e depois os cast recordings das reposições dos grandes clássicos. E por fim, as coletâneas de hits feitas por artistas carismáticos, incluindo cantores de ópera. Então para quem está pouco familiarizado com a arte do musical, as compilações como esta são preciosas. Magic from the Musicals serve-se do melhor que os grandes clássicos nos deixaram, uns da old school (americanos) outros da new school (britânicos, como Lloyd Webber). São hit songs cantados por grandes nomes dos musicais, dos quais só conhecia Howard Keel, Petula Clark e Topol. É tudo muito bom, apenas embirrei com a voz de Brian Blessed. No booklet, John Maryland começa assim o seu texto: "What an intriguing musical mixture there is on this album!". Pois é muito bem vinda essa mistura, é um retrato fiel da arte do musical. 4/5

Cole Porter The Definitive Biography (1998)

Livro de William McBrien
BIBLIOTECA

Richard Rodgers fez alguns dos musicais mais perfeitos, e as canções que hoje ouvimos dele são devedoras do contexto teatral em que foram criadas. Mas Cole Porter, que também produziu quase sempre para o teatro, viu as suas canções se emanciparem dessa origem e tornarem-se canções jazz e pop cantadas por imensos artistas que com frequência lhe têm dedicado songbooks. Cole Porter não tinha parceiros, era o autor absoluto, autor da música e das letras e também por essa razão os seus musicais não são tão memoráveis quanto os que Rodgers concebeu com os seus parceiros Hart e Hammerstein II. A grande exceção é evidentemente Kiss Me, Kate, obra-prima teatral de Cole Porter.  Porter nasceu em berço de ouro, teve educação universitária e desde os tempos de estudante mostrou vocação para o songwritting e para o espetáculo. Casou-se com uma milionária mais velha do que ele e o casal era um dos mais colunáveis da sociedade americana e europeia  dos anis 20, e dividia o seu tempo entre os dois continentes. Durante cerca de dez anos Porter escreveu musicais mas não teve êxito. Foi com o seu regresso definitivo aos EUA que começou o longo período (anos 30, 40 a 50) em que inundou os teatros e a rádio com dezenas de grandes canções. Porter teve uma vida dupla, pois foi casado sempre com a mesma mulher, mas manteve uma vida homossexual agitada e nada discreta. Hollywood nos anos 40 fez um biopic de Porter e claro, este não podia reconhecer-se naquela personagem (com os traços de Cary Grant) e história falsas, pois a parte mais profunda do seu ser era escamoteada. Paris, dezembr de 2017  5/5

Songs from South Pacific (1993)

CD Pickwick 1993
DISCOTECA

Há meses vi a versão para cinema deste conhecido musical de Rodgers & Hammerstein II, mas foi com este disco que pude atentar melhor na beleza da famosa partitura. Este disco foi gravado por artistas do West End londrino. Matthew Freeman dirige a The West End Orchestra e cantam, entre outros, Gemma Craven ("I'm gonna wash...", "I'm in love with a wonderful guy"), David Kernan (("Some enchanted evening"), Linda Hibberd ("Bali Ha'i"), ou Nic Curtis ("Younger than springtime"). Não conheço muitas gravações destas canções por artistas do teatro musical, mas parece-me que é difícil fazer melhor do que isto. VC 5/5